Acordo com a Raytheon busca quase dobrar produção anual do míssil AIM-120 AMRAAM, atendendo aliados.

Os Estados Unidos anunciaram a ampliação de um significativo contrato para a produção de mísseis de médio alcance AIM-120 AMRAAM, com a Raytheon, que pode atingir o valor impressionante de até US$ 20,7 bilhões. O objetivo principal é fortalecer as capacidades defensivas americanas e de seus aliados, garantindo um suprimento robusto deste armamento essencial.

O acordo, assinado em 25 de setembro, prevê uma duração inicial de cinco anos, com a possibilidade de extensão por mais dois anos. A meta estabelecida é a fabricação de, no mínimo, 1.900 mísseis AMRAAM por ano, indicando um esforço considerável para expandir a capacidade de produção da indústria de defesa.

É crucial notar que o valor de 20,7 bilhões de dólares representa o teto potencial do contrato, e não um desembolso imediato ou uma compra já integralmente financiada. A execução completa está condicionada a recursos futuros e ao exercício das opções previstas, conforme informação divulgada por Aero Magazine.

Expansão da produção de mísseis para defesa aérea

A contratação pela Raytheon dá continuidade a um acordo industrial firmado em fevereiro, que já havia estabelecido a ambiciosa meta de produzir pelo menos 1.900 mísseis AIM-120 AMRAAM anualmente. Essa iniciativa faz parte de um conjunto mais amplo de compromissos entre a RTX, controladora da Raytheon, e o governo americano, visando ampliar a fabricação de diversos armamentos estratégicos, incluindo os mísseis Tomahawk e os interceptadores SM-6.

Segundo o Pentágono, a nova contratação é projetada para quase duplicar a produção em relação aos níveis anteriores, embora o comunicado oficial não tenha detalhado a base de comparação nem o cronograma exato de expansão. Essa medida busca atender às demandas da Força Aérea, da Marinha dos EUA e dos países aliados que são atendidos pelo programa americano de vendas militares ao exterior, conhecido como Foreign Military Sales (FMS).

O míssil AIM-120 AMRAAM em combate global

O AIM-120 AMRAAM, sigla para Advanced Medium-Range Air-to-Air Missile, é um míssil ar-ar de médio alcance com capacidade “atire e esqueça”, amplamente empregado em combates aéreos além do alcance visual. Sua versatilidade é notável, sendo também utilizado como interceptor no sistema de defesa antiaérea NASAMS (National Advanced Surface to Air Missile System).

De acordo com a RTX, este armamento de alta precisão está em serviço em 44 países e é integrado a 14 diferentes plataformas, tanto aeronaves quanto sistemas terrestres. Essa ampla aplicação global sublinha sua importância estratégica e sua relevância para os estoques militares dos Estados Unidos e de seus parceiros internacionais.

Investimentos da Raytheon para sustentar o aumento

Para conseguir sustentar o expressivo aumento na produção de mísseis, a Raytheon, braço da RTX, está realizando investimentos significativos. A empresa afirma estar aplicando recursos em instalações, tecnologia, contratação de pessoal e expansão de sua rede de fornecedores, garantindo a infraestrutura necessária para cumprir as metas estabelecidas no contrato.

Adicionalmente, a fabricante está explorando possibilidades de coprodução internacional, o que poderia otimizar a cadeia de suprimentos e diversificar as fontes de produção. Contudo, o anúncio do contrato atual não especifica compromissos concretos ou parcerias já formalizadas nessa frente, indicando que são estudos em andamento.

Desafios e financiamento do programa AMRAAM

Apesar do anúncio do contrato de até US$ 20,7 bilhões, a imprensa dos Estados Unidos tem destacado que o Congresso americano ainda não financiou a totalidade do acordo. Isso significa que a concretização plena do valor e da produção dependerá de aprovações e alocações de recursos futuros, o que introduz um elemento de cautela na execução do programa.

A RTX, em comunicado anterior de fevereiro, havia informado um aumento de produção de AMRAAM que quase dobrou em 2025 na comparação com 2024. É importante diferenciar esse crescimento passado, relatado pela empresa, da ampliação futura e potencial anunciada pelo governo americano, que ainda depende de financiamento e exercício de opções contratuais.

Perguntas Frequentes

Qual o valor máximo do novo contrato de mísseis dos EUA com a Raytheon?

O contrato para a produção de mísseis AIM-120 AMRAAM pode atingir o valor máximo de até US$ 20,7 bilhões, representando um teto potencial e não um desembolso imediato já financiado.

Para que serve o míssil AIM-120 AMRAAM?

O míssil AIM-120 AMRAAM é utilizado em combates aéreos além do alcance visual e como interceptor pelo sistema de defesa antiaérea NASAMS, sendo fundamental para a defesa aérea dos EUA e aliados.

Qual a meta de produção anual de mísseis AMRAAM estabelecida no contrato?

A meta estabelecida no contrato com a Raytheon é fabricar pelo menos 1.900 mísseis AIM-120 AMRAAM por ano, visando quase duplicar a produção em relação aos níveis anteriores.

Quantos países utilizam o míssil AIM-120 AMRAAM?

Segundo a RTX, o míssil AIM-120 AMRAAM está em serviço em 44 países e é integrado a 14 diferentes plataformas, demonstrando sua ampla adoção global para defesa.