Mineradora canadense projeta expansão da produção brasileira de ouro e investe em tecnologia para manter sua liderança.

A mineradora canadense Kinross está otimista com o cenário global do ouro, enxergando um 'ciclo positivo' para o metal precioso. A empresa avalia a extensão da vida útil de sua mina em Paracatu, Minas Gerais, além de 2034.

Em um contexto de corrida global pelo ouro como reserva de valor, a Kinross aposta no crescimento da produção brasileira. A meta é garantir sua participação neste mercado valioso, investindo em eficiência operacional e novas tecnologias.

O CEO da mineradora, Rodrigo Gomides, destacou os esforços para otimizar a operação e reduzir custos, fundamentais para a estratégia da companhia, conforme informação divulgada por Noticias.

Estratégia da Kinross no Mercado de Ouro Brasileiro

A Kinross, gigante mineradora com sede em Toronto, Canadá, tem feito um trabalho contínuo para aumentar a vida útil de suas operações no Brasil. O executivo Rodrigo Gomides, CEO da companhia, enxerga um período positivo para o mercado de ouro.

Em entrevista, Gomides afirmou: "Temos feito um grande trabalho para aumentar a vida útil da nossa mina no país e manter a eficiência operacional de custos, além de investimentos em novas tecnologias. Enxergo que este é um ciclo positivo."

A empresa desempenha um papel significativo na produção nacional, sendo responsável por cerca de 25% da produção legal de ouro no país. Em 2023, a Kinross produziu 601 mil onças equivalentes de ouro.

Expansão da Produção e Planos para Paracatu, MG

As projeções para a Kinross no Brasil continuam ambiciosas, com estimativas de produção entre 587 mil e 600 mil onças equivalentes para 2026. A principal operação da companhia está em Paracatu, Minas Gerais, onde atua desde 1987.

Atualmente, a vida útil da mina em Paracatu é projetada para se estender até 2034. Contudo, a Kinross já conduz estudos aprofundados para avaliar a possibilidade de ir além dessa data, buscando maximizar o potencial de seus recursos.

Tecnologia e Eficiência na Mineração de Ouro

O projeto em Minas Gerais possui reservas consideráveis, com 4,8 milhões de onças de recursos provados e 3,5 milhões de onças de recursos futuros e potenciais. Este volume sustenta as operações de longo prazo.

Rodrigo Gomides enfatiza que o minério obtido em Paracatu tem um dos menores teores do mundo, processando apenas 0,4 grama de ouro por tonelada de material. Isso exige grande eficiência operacional.

Para tornar essa operação viável e rentável, a Kinross investe intensivamente em pessoas, competência e tecnologias avançadas. Um exemplo é o investimento de mais de US$ 30 milhões em um processo de gravimetria industrial.

Perguntas Frequentes

Qual a perspectiva da Kinross para o ouro?

A Kinross vê um "ciclo positivo" para o ouro, impulsionado pela corrida global do metal como reserva de valor. A mineradora canadense investe em aumento de vida útil de minas e eficiência operacional para se manter na liderança do mercado.

Onde está localizada a principal mina de ouro da Kinross no Brasil?

A principal mina de ouro da Kinross no Brasil está localizada em Paracatu, Minas Gerais, operando desde 1987. A empresa estuda estender a vida útil desta mina além de 2034.

Qual a importância da Kinross para a produção de ouro no Brasil?

A Kinross é responsável por 25% da produção legal de ouro no Brasil. Em 2023, produziu 601 mil onças equivalentes e projeta manter altos níveis de produção até 2026.

Como a Kinross garante a viabilidade da mineração com baixo teor de ouro?

A Kinross investe em pessoas, tecnologia e gestão eficiente para tornar viável a mineração de ouro com baixo teor de 0,4 grama por tonelada. A empresa aplicou, por exemplo, mais de US$ 30 milhões em um processo de gravimetria.