Estudo revela que a maioria das companhias não se reergue, com micro e pequenas empresas liderando pedidos e enfrentando maiores desafios.

O Brasil atravessa um período recorde de empresas sob o regime de recuperação judicial. Somente no primeiro semestre de 2026, um total de 6.341 companhias entraram com pedido, representando um aumento de 6,2% em relação ao fim de 2025 e impressionantes 66% em apenas três anos.

Apesar do volume crescente, a triste realidade é que a maior parte dessas empresas não consegue se reerguer. Levantamentos mostram que, de cada quatro empresas brasileiras que encerram um processo de recuperação judicial, apenas uma consegue voltar a operar por conta própria.

As outras três têm sua falência decretada pela Justiça. Essa proporção, de 23% de recuperações bem-sucedidas contra 77% de falências, tem se mantido estável por duas décadas, conforme informação divulgada por Noticias.

O Cenário Preocupante das Recuperações Judiciais no Brasil

O número de empresas em recuperação judicial ativa no Brasil atingiu um pico histórico, um dado alarmante para a economia nacional. A consultoria RGF-BizDoc revelou que 6.341 companhias buscaram esse caminho legal nos primeiros seis meses de 2026, evidenciando uma escalada significativa na crise empresarial.

Este crescimento de 66% em apenas três anos sublinha a urgência de debater a eficácia do processo e os desafios enfrentados pelas empresas em dificuldades financeiras. A recuperação judicial, embora um instrumento de proteção, nem sempre garante a sobrevivência.

Por Que Tantas Empresas Não Sobrevivem?

A taxa de insucesso nos processos de recuperação judicial é um dos pontos mais críticos. A proporção de 23% de sucesso versus 77% de falências, medida pela RGF-BizDoc a pedido da Bloomberg Línea, é um indicador desolador que se mantém consistente há vinte anos.

Cláudio Damasceno, sócio sênior da consultoria RGF-BizDoc, ressalta que "São duas séries construídas por caminhos independentes e elas convergem para o mesmo ponto